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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Indikitch - Indiano fast food

A area do Flatiron está sempre cheia de novidades. Claro que a mega store Eataly ainda domina a área e continua lotada. Outro dia andando pela rua 23 com meu irmão e uma amiga passei na frente do Indikitch e resolvi experimentar. 
O lugar tem tem um conceito bem parecido com a rede de fast food mexicana Chipotle. Você escolhe o tipo de prato - Biryani, Dosa, salada ou feast. Depois você escolhe a proteína que pode ser frango, peixe, carne de porco e claro como um bom restaurante indiano três opções vegetarianas feitas com queijo paneer e uma opção com cogumelos.
Nós experimentamos Dosa com carne de porco, Biryani com cogumelos e o Feast com frango. As porções são super fartas e apimentadas na medida certa. Para quem tem um pouco de receio em relação a comida indiana por causa dos temperos o Indikitch pega leve na pimenta. A comida é muito saborosa e bem condimentada. Ainda tem samosas e molhos para acompanhar. E claro de bebida, lassi de manga para enterrar o mito de que manga com leite faz mal. O lassi é preparado com manga e iogurte. Casa super bem com a comida e dá uma acalmada na pimenta.
A Dosa com carne de porco é quase um taco indiano. As panquecas de farinha arroz e lentilha são bem leves e casam muito bem com a carne de porco que vem em uma cama de alface. O Biryani vem com bastante arroz e os cogumelos vem com um molho de tomate e coco temperado com gengibre. O Feast é bem similar aos tiffin (PF) indianos. Vem com uma dal (sopa) de lentilhas, pão Naan, arroz e uma salada. A comida dava facilmente para 4 pessoas. O serviço estava um pouco confuso, mas a qualidade da comida compensou. 
Nao vejo a hora de voltar e experimentar o peixe e o paneer. Agora eles também tem uma filial no Columbus Circle pertinho do Central Park. 

No Flatiron - 25 West 23rd street entre 5th e 6th ave
No Columbus Circle - 940 8th ave entre 55th e 56th street




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Umami - Hambúrguer importado da Califónia

Acho que nesse blog devem ter muitos posts sobre hambúrguer. Por mais que muita gente torça o nariz um hambúrguer bem feito é uma delícia. Em Nova York desde que o chef Daniel Boulud lançou o DB Burger com foie gras a moda do hambúrguer de qualidade só aumentou. 

Já tinha lido sobre o Umami Burger. Uma rede da Califórnia com uma linha de lanches diferentes e com carne de qualidade. A carne é temperada com um molho secreto que contém molho de soja e um pó com cogumelos porcini e peixe seco que cria o quinto sabor ou o umami. 



Eu não gosto muito de hambúrgueres diferentões. Prefiro o combo carne+pão+queijo. Abacate? não obrigado. Alface no lugar do pão? Prefiro uma salada. E hambúrguer de lentilha? Não, Bela Gil gosto de lentilha na sopa. 
Torci o nariz para o cardápio mas tudo que provei estava muito bom. 


Pedimos os mais tradicionais. Minha mãe foi de carne com cogumelo shitake, friccó de parmesão e cebola caramelizada. Eu fui de carne com pedaços de bacon, queijo cheddar e cebola frita. Meu irmão foi de carne com um ovo frito, friccó de parmesão, manteiga de estragão e rúcula trufada. Claro que o gosto de trufa mandou lembranças mas a carnes estavam ótimas. Hambúrguer alto, no ponto certo com bom equilíbrio entre os ingredientes. Sem falar no pão com o logotipo da loja. 



A batata frita fina e bem sequinha. Feita na casa e nada de sabor de batata congelada. A batata doce frita também estava bem gostosa e molhos doces e picantes para mergulhar a batata. 




O Umami tem 3 filiais em Nova York. Greenwich Village, Wall Street e Williamsburg. 


quinta-feira, 26 de março de 2015

O melhor sushi da minha vida até o dia que eu for para Tóquio.

Ano passado foi um ano muito corrido e com muitas mudanças. Além da casa nova tive um fim de ano com muitas visitas da família. A mudança de bairro trouxe uma sala maior e assim a possibilidade de abrigar mais parentes fugindo dos preços absurdos da hotelaria de Nova York. Parentes que que amam comer bem. Meus primos já estavam falando do Sushi Nakazawa há tempos. Depois de uma rápida googlada descobri que conseguir uma reserva é bem difícil e apesar de eu achar um saco essas coisas de fila e must go de NY (tipo fila do Cronut) fiquei a postos no Opentable. A estratégia deu certo e conseguimos uma mesa já que no balcão só em números pares pessoas (nós éramos 3).
Para quem viu o filme Dreams of Jiro o Nakazawa é um filho bastardo do Jiro. Um restauranter de Nova York assiste o filme e vai até Tóquio convencer o aprendiz do Jiro a vir para Nova York. And the rest is history. O restaurante recebeu quatro estrelas (cotação máxima) do New York Times e desde de então está sempre na lista dos melhores sushis de Nova York.

O menu omakaze tem em média 20 peças de sushi. Só perguntam se a pessoa tem alguma alergia e você fica na mão do chefes. Não tem molho de soja na mesa. O chefe pincela a quantidade exata. Eles trazem o sushi, explicam os ingredientes e só. 

Meu predileto foi com raspas de yuzu. O nome do peixe eu já esqueci. O de uni também entrou para a lista dos top 5 com o trio de atum.



A última peça de sushi é o famoso tamagoyaki ou egg custard que fez o chefe Nakazawa chorar no filme. Uma mistura de bolo com pudim que fecha refeição com chave de ouro. 



Três meses depois....
Como eu sou uma pessoa muito sortuda, quer dizer fiquei acordada até meia noite stalkeando o Open Table, consegui uma vaga no balcão para ir com meu irmão para comemorar nossos aniversários - valeu mãe!!
A experiência no balcão é diferente. Quem prepara todos os sushis é o chefe Nakazawa e explica todos os ingredientes. Claro que quem senta no balcão ganha uns mimos extras. O chefe Nakazawa é super simpático e interage com a clientela o tempo todo. 



Serviço muito gentil sem ser chato, boa carta de saques e vinhos com opções abaixo de 80 dólares, restaurante bonito e em uma parte super fofa do West Village. 
Eu não sou entendida de sushi. Mas tive o privilégio de ir com uma pessoa que entende muito, que trabalhou com isso e o veredito foi - melhor sushi da minha vida. 
Eu adorei poder voltar. É uma experiência para ir em uma ocasião especial. A conta é salgada. Mas vale cada centavo. 

Sushi Nakazawa
23 Commerce Street West Village New York, NY 10014
http://www.sushinakazawa.com




sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Parece cartão postal e só a 45 minutos de Manhattan












Acho que uma das coisas que mais surpreendem as visitas aqui em casa são as muitas opções de passeios fora de Nova York
Para aproveitar a beleza do outono, seguindo o conselho de uma amiga, fomos visitar a Stonebarns Center num dia de semana. O centro fica a 45 minutos de carro de Manhattan mas precisa de um GPS ou o velho mapa de papel para não se perder.

       A estória do centro agrícola é bem diferente das fazendas que estão abertas nessa época para a colheita de maçã. Eles não produzem nada em grande escala e tudo o que é produzido ali é usado para consumo no restaurante ou no café da propriedade. O objetivo do centro é educar e criar consciência sobre a importância do cultivo sustentável e de desenvolver novas técnicas de agricultura.
       Além do café, o Stonebarns tem um restaurante com 2 estrelas do Michelin comandado pelo chefe Dan Barber. Ele é dos grandes chefes que apoia o movimento farm to table que nada mais é da horta para mesa sem muitos intermediários e comida seguindo as estações do ano.
       O centro agrícola oferece visitas guiadas mas como nós estávamos com criança pequena entao optamos por pegar um mapa e sair caminhando.


            Visitamos o galinheiro, as estufas com muita variedade de verduras e legumes outonais (vários tipos de couve, mostardas, cenouras e batatas). Há tambem uma criação de ovelhas para leite e carne. É como estamos na época do dia de Ação de Graças os perus também estavam prontos para o abate.
            Achei a proposta muito interessante e ver o que você compra no supermercado de perto me fez repensar muito sobre desperdício e a quantidade de proteína animal que eu consumo. A energia despendida em criar um animal para nosso consumo é imensa e quando compramos o frango ou a carne na bandeja de isopor no supermercado muitas vezes esquecemos que a carne moída já foi um boi que demorou muito para crescer e que demandou o trabalho de muitas pessoas.
            Como fomos de dia, o restaurante Blue Hill não estava aberto (só funciona para o jantar) e comemos no café. A comida deliciosa, as pessoas muito simpáticas e bem contentes de trabalhar no centro.



            A beleza do centro parece ter saído de um editorial da revista da Martha Stewart. Tudo com aquela carinha de painel do Pinterest. Até as folhas de outono e a cor envelhecida da madeira combinavam.

            Foi um passeio muito legal. O Kenzo conheceu pessoalmente alguns animais, ja que em NYC ele soh conhecia pombos, esquilos e ratos.


terça-feira, 27 de maio de 2014

Mais um docinho francês no pedaço.

Acho que um assunto recorrente por aqui são as padarias. Meu fraco por carboidratos tem relação direta com o fato que toda semana querer visitar uma nova padaria/confeitaria diferente. 
Mas NYC não decepciona. Novidade é o que não falta. 


Seguindo os passos do Abrindo o Bico fui conhecer a Canelé by Celine. A Celine é advogada e cansada da vida corporativa, resolveu vender os doces que ela sempre presenteva os amigos. Depois de elogios de alguns amigos chefs de cozinha ela resolveu abrir a loja. 

Uma portinha no finzinho do Upper East Side. Para quem não sabe esse finzinho tem outro nome - Yorkville.




Eles servem canelés, financiers, croissants e café. Tudo super fofo, com muitas formas de cobre de canelé espalhadas pela loja. 

Vários sabores como caramelo, baunilha, pistache, laranja, chocolate e limão. E também sabores salgados como parmesão e chorizo espanhol. 


Ideal para um lanchinho. A textura borrachenta não me agradou muito. Talvez eu não tenha o paladar para esses docinhos tão amados na França.


Mas achei a loja uma graça e recomendo para quem quer experimentar algum doce diferente, porque
NY vai muito além de cupcakes. 

400 East 82nd street entre 1st e York ave. em Yorkeville


sábado, 28 de dezembro de 2013

Bar de macarrão ou macarrão no bar?


O conceito de confort food sempre é muito relativo. Para mim a comida que me conforta é um arroz branco soltinho com carne moída refogada e bem temperada. Já na cabeça do marido isso tem cara de comida de cachorro. 
Já li várias listas sobre as top 10 comidas  que confortam e para o americano o macarrão com queijo está sempre presente nessas listas. 
Já vi muito marmanjo babar pelo macarrão com queijo que vem na caixinha azul da Kraft. Claro que o macarrão deve ter alguma substância radioativa para ter aquela cor, mas enfim cada um tem um gosto diferente. 
Aqui em NY eu já provei alguns Mac and Cheese maravilhosos. Feitos com macarrão de grano duro italiano, molho bechamel e muito, mas muito queijo. 
O do Balthazar é uma bomba calórica que vale cada grama de gordura ingerida. Mas o Balthazar sempre anda lotado e na hora da fome e da pressa existem outras alternativas. 
 
O Mac Bar também fica no Soho, um portinha ao lado do restaurante Delicatessen. São dos mesmos donos mas o Mac Bar é uma opção para comer rápido ou levar para viagem. 




As porções são super fartas padrão USA. O prato pequeno deu para matar a fome e ainda sobrou para levar. 
 
Eu fui de macarrão com cogumelos e o marido de strogonoff. 
Tudo delicioso, quentinho, cremoso e com queijo para todo lado. 
Os preços são ótimos e para 2 pessoas mais bebida gastamos menos de 20 dólares. 



Mac Bar
54 Prince Street entre Mulberry e Lafayette no Soho
http://macbar.net/

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Loja de brinquedos que gente grande adora.

Antes do Kenzo nascer o que mais gostava de fazer era explorar outros bairros aqui em NY. No dia a dia eu acabo ficando no meu bairro mesmo, indo nos mesmos restaurantes e nas mesmas lojas. Então nos meus dias de folga eu sempre me forço a sair da toca e ver coisas diferentes.

Nessas andanças na região do Flatiron achei essa loja de brinquedos. Claro que não é uma mega store como a Toys R Us, não tem uma roda gigante no meio da loja, mas também não tem uma multidão de pessoas tentando a atenção do vendedor.

A Kidding Around tem 2 lojas em Manhattan. Uma na rua 15 entre a Sexta e Quinta avenida e outra dentro da Grand Central Station.


Acho ideal combinar passeios de compras com comidinhas e o Flatiron é sede do must go Eataly e do Madison Square Park - mais conhecido como o parque com fila para o Shake Shack.

Adorei a variedade de brinquedos de outros países e de marcas menos conhecidas. 


A variedade de Playmobil é de deixar qualquer um louco. Eu me segurei para não comprar usando meu filho de desculpas, porque meu brinquedo favorito sempre foi montar as casinhas do Playmobil com o meu irmão.

 

A loje tem muitos brinquedos de madeira, sem a necessidade de pilhas e baterias.  Bonecas de pano de todas as formas e cores. Os fantoches de pelúcia fazem muito sucesso com as crianças menores.



Mas o mais legal da loja foi o atendimento. Vendedores atenciosos que não empurram nada, que entendem de criança e que tem paciência para te mostrar várias coisas até você achar o presente ideal. 

Não vejo a hora de voltar, mas acho que o filho fica em casa senão é prejuízo na certa.


Kidding Around
60 W 15th street entre 5th e 6th ave. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Cherryblossomholic

Meu nome é Tania e eu sou viciada na florada das cerejeiras. Meu sonho é visitar o Japão para participar do Hanami e fazer piquenique embaixo das árvores.

Acho que a florada das cerejeiras mais famosa fora do Japão é em Washington DC. Todos os anos eu fico babando nas fotos da Claudia do Aprendiz de Viajante. Todos os anos ela visita o Tidal Basin e as fotos são de babar. Já tive a oportunidade de visitar Washington DC na primavera, mas ainda não coincidiu com a florada das cerejeiras. Como as flores duram poucos dias é complicado planejar uma viagem em razão da florada.

Mas ainda bem que em New York elas estão por toda a parte. Na Park Avenue o canteiro central fica todo cor de rosa no início da primavera. Pertinho de casa no Carl Schurz Park (rua 86 com avenida East End) também tem algumas árvores que ficam lindas. Andando pela cidade é só ficar de olho que as cerejeiras estão espalhadas em todo o lugar.
 
Park Avenue
Carl Schurz Park

Mas com certeza o melhor lugar para visitar é o Jardim Botânico do Brooklyn. O site oferece um calendário para acompanhar dia a dia a evolução da florada.

Este ano aproveitando a visita da minha família para conhecer o Oliver, fiquei de olho e conseguimos visitar o Jardim Botânico no auge da florada. Fomos num dia da semana e estava bem cheio, mas deu para aproveitar e tirar muitas fotos.

O jardim é maravilhoso, um paraíso cor de rosa. Difícil descrever, mas tirei muitas fotos.



Jardim Botânico do Brooklyn