terça-feira, 29 de maio de 2012

Memorial Day - dia de honrar os EUA

Toda última segunda feira de maio o Memorial Day é celebrado nos Estados Unidos. A data é para honrar e lembrar das pessoas que perderam suas vidas em combate servindo as Forças Armadas.  Em NYC durante a semana que antecede o Memorial Day acontece a Fleet Week. A Fleet Week é organizada pela Marinha, Guarda Costeira e os Marines. Navios ficam atracados por alguns dias, dando oportunidade para a tripulação poder visitar a cidade e para a população local visitar os navios.

Fomos visitar os navios no pier 90 que está localizado na 12th avenida entre as ruas 54 e 55 na beirada do rio Hudson pertinho do Museu Intrepid.
Visitamos os USS WaspUSS Roosevelt com uma visita guiada por um(a) marinheiro(a) todo vestido de branco parecido com o Popeye. Eles nos mostraram as áreas dos navios. Tudo apertadinho, limpo e super organizado.

Achei o passeio interessante e para quem tem crianças é um barato. Elas ficam fascinadas com os uniformes, helicópteros, aviões e ficam se sentindo num filme.




Aproveitando o espírito americano, fomos almoçar no Daisy May's Barbeque. Fica bem pertinho, na rua 46 esquina com avenida 11.


Churrasco por aqui é completamente diferente do nosso churrasco brasileiro. Esse estilo de BBQ típico do sul dos Estados Unidos tem um pouco de tudo - porco, frango e carne de boi. O chefe Adam Perry Lang um novaioquino legítimo sentia falta de um lugar que servisse o autêntico BBQ em NYC. Em 2003 abriu o Daisy May's e desde de então ganhou vários concursos de BBQ, gerando muita controvérsia com os puristas do Sul.


Nós fomos de costelas de porco no estilo de Kansas City. Com molho adocicado e acompanhando feijão, pêssego com bourbon e corn bread(parecido com uma broa de milho). Para refrescar o chá gelado que vem numa jarra de vidro que serve de lembrança.



Estava ótimo, costela no ponto certo, feijão de três variedades com bacon e o corn bread úmido. Tudo super calórico e maravilhoso. Ainda bem que a gente voltou a pé pra casa.

Daisy May's BBQ
623 11th Ave esquina com 46th St.
Segunda: 11am-9pm
Terça - Sexta: 11am-10pm
Sábado: 12pm - 10pm
Domingo: 12pm - 9pm

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Krispy Kreme é tão 2002....

Pra mim não há hábito mais americano que comer doughnuts. Tenho a lembrança dos desenhos animados e seus policias gorduchos comendo rosquinhas e tomando café nos carros de patrulha.

Claro que em qualquer cidade americana a presença do Dunkin Donuts é essencial. Outra cadeia com presença forte é a Krispy Kreme. A cadeia propagandeia que faz tudo fresquinho e no dia, mas eu tenho minhas dúvidas A rede ganhou até uma ponta no finado Sex and The City com a Miranda devorando vários depois de uma reunião no Vigilantes do Peso.

Apesar de ter um Dunkin Donuts há alguns quarteirões do meu apartamento essas rosquinhas industrializadas não me pegam pelo estômago. Eu quando tenho vontade de comer doughnuts vou até a Doughnut Plant. Eu prefiro ir ao Lower Est Side pra comprar tudo fresquinho, com ingredientes de primeira e sem conservantes.

Em 1994 Mark Isreal abre a Doughtnut Plant no Lower East Side e começa a produzir as rosquinhas para serem vendidas nas lojas gourmet como a Dean and Delucca e Balducci.


Em 2000 com ajuda da família a primeira loja é inaugurada e o público tem acesso aos melhores doughnuts que eu já provei.
Nos finais de semana tem fila na porta, coisa comum em NYC quando a comida é boa. Mas à tarde sempre está bem tranquilo. Há pouco tempo reformaram a loja e agora conta com um expresso bar e mais mesas. Tem ainda outra loja em Chelsea. Sem falar nas nove lojas no Japão e na Coréia do Sul.



Os sabores vão do tradicional recheados com geléia feitas com frutas da estação, pistache, creme brulee, tres leches, blackout feito com chocolate Valrhona além de sabores especiais.


Eu fui de avelã com recheio de Nutella e para acompanhar um chocolate quente Valrhona. Tudo perfeito. O doughnut macio coberto com avelãs torradas e picadas. O recheio de Nutella sem ser muito doce e a massa leve e sequinha e a fritura no ponto certo.


Os preços são bem camaradas, em média 3 dólares. Mas o problema é você sair de lá sem ter provado pelo menos três sabores.

Eu como moro longe do Lower East Side aproveito a desculpa pra levar alguns para viagem, mas as vezes eles não duram nem a viagem de volta.



 
Doughnut Plant
379 Grand Street no Lower East Side. O metrô mais próximo é o F na Delancey Street. A loja não abre às segundas-feiras, mas outros dias abre bem cedinho.
Terça - Domingo  - 6:30hrs-18:30hrs




quarta-feira, 25 de abril de 2012

Chinês honesto e limpinho

Acho que falar de restaurante chinês em Manhattan é chover no molhado. Pesquisando no site menupages.com, New York tem mais de 1110 restaurantes chineses listados.  Claro que o espectro vai desde o chique Mr. Chow até os sujinhos de Chinatown. Sem falar nos restaurantes de Flushing em Queens que são considerados os autênticos e frequentados pela colônia chinesa. Na ConVnVenção de 2011 o Riq aproveitou para conhecer Flushing.

Mas em 2011 um casal de expatriados da China, cansados de trabalhar em Wall Street decidiram que Midtown merecia um restaurante chinês com qualidade e sem o temível MSG(glutamato monossódico). Eu como descendente de japoneses com certeza já consumi a minha cota para vida inteira de MSG, mais conhecido em terras brasucas como Ajinomoto. 

A localização do Cafe China é um pouco fora da muvuca, na rua 37th entre a Madison e Quinta avenida. Fica pertinho da Morgan Library e uns 5 minutos da Macy's. Achei um boa opção pra quem está passeando na região que inclui a Biblioteca Pública de NY e o Bryant Park.


O restaurante é ambientado na China pré Mao com fotos de antigas, lustres de cristal remetendo a um boudoir em Shangai. 


Fomos no horário de almoço e o restaurante oferece o menu completo e também almoço executivo com entrada(sopa ou rolinho primavera) e prato principal (preços de 8-13 dólares).
Escolhemos o arroz chinês com lascas de pato e barriga de porco com tofu defumado. As porções são bem generosas, comemos bastante e ainda sobrou pra levar para casa.
O arroz bem acima da média. Nada parecido com aquele arroz chinês tingido de molho de soja salpicado de milho(??), ervilha e cenoura. O arroz do Cafe China tem generosas lascas de pato defumado, ovo, cebolinha e arroz fresquinho.


 A barriga de porco com tofu defumado, cenoura e pimentão acompanha arroz branco ou integral. A carne de porco estava macia com um pouco de excesso de gordura, mas não comprometeu muito o prato. O tofu defumado cortado em finas fatias acrescenta um toque especial e dá pra fazer de conta que é um prato light e saudável.


O restaurante não oferece sobremesas como manda a tradição chinesa. Mas tem carta de vinhos e oferece coquetéis com ingredientes frescos como martini de lichia ou com infusão de alecrim e zimbro.
 
O Cafe China está localizado na 13 East 37th street entre Madison e Quinta avenida em Midtown.


terça-feira, 27 de março de 2012

O melhor bolo de chocolate do mundo com um pouquinho de humildade

A rede O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo chegou em Manhattan em 2010 se eu não me engano e já chegou botando banca com uma loja na descolada Spring Street no Soho. A loja pequena com poucas mesas, servia café, chocolate quente e os famosos bolos. Eu já tinha ouvido falar da rede portuguesa e do sucesso que estava causando em São Paulo e no Rio. Achei o nome engraçadinho e meio se achando.
Um dia passeando pelo Soho dei de cara com a loja e não hesitei e já fui pedindo a versão meio amarga com chocolate 70%. Quando meu bolo chegou eu fiquei alguns segundos contemplando se eles não tinham me dado um doce diferente.  Eu esperava um bolo alto, macio, fofinho com recheio e cobertura cremosa de chocolate. Mas o bolo em questão é feito sem farinha e fermento. São discos de merengue com recheio de mousse e cobertura de ganache de chocolate. Não me leve a mal, mas quem propagandeia que serve o melhor bolo de chocolate do mundo no mínimo tem que servir o melhor bolo de chocolate do mundo!!!!! Achei o bolo muito doce, mesmo a versão de chocolate amargo. Paguei, tomei um café e continuei meu passeio pelo Soho.
Fast forward para o ano de 2012. Caminhando pelo Upper West Side dou de cara com a Choco Bolo. Entro na loja e reconheço os bolos de merengue.


No cardápio além de doces, pastéis de Belém, sanduíches, empanadas e empadas - que a garçonete americana insiste em me explicar que são a mesma coisa e eu resolvi não perder meu tempo tentando explicar a diferença. 
Resolvi pedir uma empanada de frango e uma empada vegetariana. Claro que a garçonete tinha razão. Eram idênticas!!!! Só mudava o recheio. A massa era de empanada e eu morrendo de lombriga de comer empada. Humpf!


Mas o café é uma graça e o expresso custa menos de 4 dólares, uma pechincha no Upper West Side.
Será que volto? Com certeza. Quero provar os pastéis de Belém e quem sabe dou sorte de conseguir comer uma empada sem cara de empanada.



A Choco Bolo tem três loja em Manhattan e com o reposicionamento da marca acho que vai ser mais fácil de fazer sucesso por aqui sem ter a obrigação de vender cof, cof, cof, o melhor bolo de chocolate do mundo.

Choco Bolo
55 Spring street com Lafayette no Soho
2058 Broadway com rua 71st no Upper West Side

sábado, 25 de fevereiro de 2012

DC em NY ??

O gênero reality TV já domina os televisores americanos há mais de uma década. Programas que casam realidade com gastronomia existem aos montes e certamente são capazes de alavancar vendas e transformar seus protagonistas em celebridades da noite pro dia.
Esse foi o caso da cupcakeria (acho essa palavra muito bizarra) Georgetown. As sócias tem a história clássica de muitas confeiteiras. Cansadas da vida corporativa juntaram suas economias e resolveram ir atrás de um sonho. Em 2008 abriram a primeira unidade da Georgetown Cupcake em Washington D.C. no charmosíssimo bairro de Georgetown. O sucesso foi imediato com filas na porta todos os dias.
Em 2010 o canal TLC lançou um programa que se passa dentro na confeitaria em DC e a partir daí graças ao programa Georgetown Cupcakes foi catapultado a fama nacional.



Com lojas em Boston e Bethesda fincar a bandeira em New York foi o próximo passo.
Cupcake é o que não falta por aqui. Além da uber-famosa-graças-a-Carrie-Bradshaw Magnolia Bakery, a cidade tem mais de uma dezena de confeitarias com deliciosos cupcakes como a Crumbs, SprinklesMolly's Cupcake, Billy's Bakery, Butter Lane, Sugar Sweet Sunshine Bakery, Two Little Red Hens, Chikalicious Dessert Club, Black Hound, entre outras muitas.
O meu cupcake predileto  é o da Sprinkles, mas resolvi experimentar a Georgetown semana passada.



A loja fica na Mercer com a Spring no bairro do Soho. A loja é bem feminina com toques de cor de rosa. Os preços estão até abaixo da média aqui de NYC - $ 2.75. O tamanho é suficiente pra matar a vontade. A loja vende café, chá e algumas bebidas. Mas o problema é que só tem três mesinhas pra sentar. É melhor comprar pra viagem e comer em casa.


Comprei o Red Velvet e o Triple Chocolate. Na minha opinião achei Red Velvet seco. No de chocolate a cobertura de ganache estava ótima, mas massa também estava um pouco seca. Acho que por ter inaugurado este mês o lugar ainda precisa de alguns ajustes. Talvez eu dê mais uma chance em alguns meses.


Georgetown Cupcake
111 Mercer Street entre Spring e Prince no Soho

sábado, 28 de janeiro de 2012

Mais uma novidade do Daniel Boulud e só custa 24 dólares.

Dia 16 de janeiro começou a Restaurant Week e já fazia tempo que estava de olho no novo empreendimento do Daniel Boulud. Como o seu império já conquistou os ricaços do Upper East Side faz tempo, agora é a vez do Upper West Side, mas precisamente no quarteirão da rua 64 com a Broadway. O Bar Bould está coladinho a Epicerie Boulud. Mas estava faltando um restaurante mais refinado pra galera ir antes dos concertos no Lincoln Center.
O Boulud Sud é um restaurante de cozinha mediterrânea com sabores do Sul da França, Itália, Grécia, Espanha, Norte da África e Turquia de acordo com descrição no site do restaurante.


Achei o salão um pouco corporativo e um tantinho frio. Mas a hostess super gentil e o serviço sempre impecável. Garçon atencioso, com o menu na ponta da língua e sempre atento sem ser chato ou intrometido.


A comida estava impecável. Pães fresquinhos pra começar a refeição. Com azeite, alho fresco e alecrim.


 De entrada pedimos lulas à la plancha. Veio no ponto certinho, macia com um molho de azeitonas pretas e salsinha e um pouquinho de pasta fregola e uma saladinha.



O prato principal foi tipicamente marroquino. Frango com couscous e berinjela. Temperado com sumac, canela e raspas de limão. A pele super crocante com um molhinho pra umedecer o couscous.


De sobremesa uma mistura de sorbet de grapefruit com mousse de gergelim e halva. Uma sobremesa franco-árabe  com certeza. O ácido do grapefruit cortava a untuosidade da halva e do gergelim. A casquinha meio adocicada pra quebrar com a colher e ir misturando aos poucos. Quase um brulee.


Na minha opinião o  Daniel Boulud mais uma vez acertou em cheio. Uma viagem de sabores pelo Mediterrâneo. O menu do jantar é mais elaborado e claro mais carinho.
Mas na Restaurante Week no almoço tudo isso saí por 24,07 dólares mais impostos e gorjeta. A carta de vinhos tem preços a partir de 9 dólares.

Boulud Sud
20 West 64th street esquina com a Broadway.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Quatro rodas em Manhattan

Depois de ter morado anos na Flórida, ser assídua frequentadora dos Costcos e Sam's Clubs da vida e ter papel higiênico e sabão para lavar roupa em quantidades para sobreviver um armageddon, a mudança para Nova York trouxe uma mudança radical nos meu hábitos de consumo.

Com tempo aprendi que só posso comprar o que aguento carregar e que pegar ônibus ou metrô cheia de sacolas incita ataques de fúria nos novayorkinos. E que ir para a Ikea usando transporte coletivo leva quase um dia inteiro.
Nessa horas ter um carro faz uma falta. Mas o preço do metro quadrado por aqui não é brincadeira e isso se estende ao preço do estacionamento. A mensalidade gira em torno de 400 - 600 dólares. Então ter carro por aqui só pra quem faz parte do grupo do 1%. O resto da população que faz parte dos 99% se vira como pode.

Estacionar na rua requer paciência de monge tibetano para poder entender todas as regras. Como a cidade limpa as ruas duas vezes por semana, por algumas horas do dia carros estacionados na calçada tem que ser removidos para os caminhões varredores limparem o meio fio. O stress que é ter um carro nessa cidade é fielmente reproduzido no filme Motherhood com a Uma Thurman.

Já faz alguns anos que o sistema de car sharing foi introduzido pela Zipcar. Você aluga o carro por um tempo determinado (mínimo de 1 hora) e paga por hora. O seguro e a gasolina já estão incluídos.
Mas o serviço que eu tenho utilizado com uma certa frequência usa o mesmo conceito do Zipcar. Ano passado a Hertz entrou meio atrasada nesse nicho de mercado, mas com o poder que tem já espalhou centenas de carros pela cidade. O nome dessa empreitada é Hertz On Demand. Funciona da mesma maneira que o Zipcar. O gama de carros é imensa. Vai desde o Fiat 500, passando por Smart Cars, carros elétricos, Mercedes, Volvo até Escalade híbrido.


Mas o fator que mais me agradou foi o preço. Pelo Fiat 500 o preço fixo é de 5 dólares por hora com seguro e gasolina incluídos. Além  do preço, a comodidade de ter o carro disponível em duas garagens a menos de 1 quarteirão de casa fez a diferença na hora da escolha.

A reserva é feita pelo site ou pelo aplicativo do Iphone. E é só chegar na garagem, mostrar o cartão para o manobrista e em alguns minutos seu carro está a sua disposição.


Existem algumas diferenças em relação aos carros alugados, muitas vezes o carro não está limpo - dai a diferença no preço. E ás vezes tem gente que não deixa o tanque cheio, apesar de estar no contrato. Mas como a gasolina já está incluída no preço, é só ir ao posto mais proximo e encher o tanque com um cartão pré pago que sempre está no pára sol do carro.

Acho que encontrei a solução perfeita para aquelas viagens a Ikea e pra matar a saudades do Costco....

O serviço só está disponível para residentes nos Estados Unidos mas a Hertz on Demand já está espalhada por várias cidades.